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Ele entrou, de mansinho, debaixo de minhas cobertas e eu esperei que me tomasse pelos braços e enroscasse suas pernas em minhas ancas.  Procurei não abrir os olhos, pois ele não suportava que eu o fizesse.  Não dei um sussurro e nem um gemido, pois sabia que ele se afastaria. Hoje ele estava mais carinhoso do que sempre e eu, mais desejosa do que nunca.  Podia me comunicar com ele, mas só em pensamento. Não, só em delírio e onírico. Se eu usasse a razão, ele se desmancharia no ar.  Meu mundo não existia sem ele que era a razão de meu viver.  Mas só no meu viver delirante e onírico.  Durante o dia, eu não tinha a menor idéia de quem ele era. Mas a noite, ao adormecer, meu coração se acelerava e eu sabia que nós éramos como duas almas gêmeas. Nesta noite, ele veio e fizemos muito amor. E  foram tantos beijos… Como eu me lembro disso? Ué, quando eu escrevo, eu lembro de meus delírios.

Es-qui-si-ta!

Hoje me acordei assim: es-qui-si-ta! Sim, assim, meio esquisóide. Não cumpri com meus deveres, acordei na hora que quis, assisti TV na cama, vi programas que desprezo. Decidi: não quero me entender hoje, quero ‘chutar o balde’. Amanhã? Talvez me puna, ou me lixe. E já que estou com o ‘pé na jaca’, vou relaxar e gozar. Sabem por quê? Porque cansei de ser de ferro e politicamente correta. Quero que me critiquem, quero dar trabalho aos outros, ser a ‘ovelha negra’. Já etendi, hoje quero ter um dia diferente e me experimentar no meu avesso. Please, leave-me alone ou Sigam-me os que forem loucos!!

Sou Anita Dreams, uma delirantista de nascença e escritora de vivência. Sou  escritora e poetisa e delirante. Resido no mundo dos sonhos. Meu compromisso na vida é ser feliz… sempre que eu tiver oportunidade. Sou bem humorada e demasiado humana, então…não reparem! Sobre a Escola Delirantista, vejam o site http://delirantismo.yolasite.com/.   O objetivo desta escola é incentivar a escrita  própria que vêm dos delírios nossos de cada dia, estruturantes das fantasias e devaneios, base criativa para toda produção literária livre de dogmas e censuras cristalizantes e bolorantes da literatura brasileira. Vamos o mundo dos Sonhos, nos alimentemos dos deliciosos delírios oníricos, e voltemos com produções ricas, inéditas e livres de regras empobrecedoras.  Sejamos transcendentais no mundo literário. Delirar é preciso, viver não é preciso…

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